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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

 

Manifesto Ipê Cor de Pequi

 

Tatuado na abóbada empoeirada
Destaque entre os matizes de azul
Reina o Ipê Cor de Pequi
Na celebração do anavalhado concreto armado

 

Resiliente ante à secura nauseante
E ferozmente delicado na paisagem laranja
Protesta o Ipê Cor de Pequi
Na musicidade anárquica dos grilos do centro oeste

 

Resplandecente pelas copas abarrocadas
E sabor acre para os empreendimentos pálidos
Atesta o Ipê Cor de Pequi
A arabesca modernidade da natureza candanga

 

Desnorteada entre tesouras cegas
Amado pela sua neoclássica lourice
Inspira o Ipê Cor de Pequi
A dançante anacronia do espaço-sideral

 

Carimbado em cada curva burocrática
E registrada na vida e morte primaveril
Encerra o Ipê Cor de Pequi
A stravinskiana passagem para a  Chuva Cor de Grená

                               



https://youtu.be/iQN4ehFmAYM

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020


Poesia é sentimento Poema é coração que dilata a pupila
É ação, um estado
Fenômeno da natureza dentro do peito
Eu, poema
Tu? Poeme-se!



quinta-feira, 27 de agosto de 2020


T
entava antes me alicerçar com os poucos cascalhos que sobraram...

Mas o seu carinho tem feito em mim uma casca mais resistente

Feita de coragem, paixão e determinação

É o encontro do magma com a água - Áries e Escorpião -
Explosão de sensações que se solidifica mais e mais a cada encontro

E os cascalhos? Viraram poeira estelar no espaço das memórias

terça-feira, 30 de junho de 2020

Artemisa e Cronos

Eu busco a liberdade como a mariposa ronda o calor da lâmpada As minhas emoções são a minha bússola, Que queimam a sua solidez com ferro em brasa - sem querer Não quero te machucar Com esses sentimentos - sempre em queda livre e sem pára-quedas
Quero apenas que possa me amar Com asas forjadas pela coragem Tomando o vento no rosto qual um aventureiro Mas com o coração envolto pelo calor da liberdade
Me dou (dôo/doo) e (mas) aceito o seu tempo

Havia pouco espaço em um copo de água Que transbordava a essência tempestuosa do meu ser Não peço licença, sou a fúria inconsequente da correnteza Arrastando a casa e as copas musicais do seu ser Inundando de escarlate essas artérias envidraçadas Pessimistas de sua teimosia
Esse é o encontro da água com a terra, um caótico envolvimento

Obra: Gustav Klimt

segunda-feira, 15 de junho de 2020

É na efemeridade dos momentos
Que eternizo as mais belas lembranças
Se tu tiveres a boca cheia de beijos, não digas nada: Eternize-me!

Obra de SeniorCoconut

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Meu corpo

Meu corpo foi espelho para ser mal interpretado
Meu corpo carregou hachuras de preconceito
Meu corpo foi o peso do martelar de julgamentos

Mas apesar de tudo, hoje...

Meu corpo não é apenas um corpo
Meu corpo é o borboletar da minha imaginação
Meu corpo é sentimento, a tela das cores da minha personalidade
Pois hoje, meu corpo é a pá que enterrou ressentimentos